sábado, 5 de abril de 2008



TRAPAÇAS! -
CONTINUAÇÃO.
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TRAPAÇAS!

(27 de março de 2008)
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Já há 43 mil pessoas com dengue, o ministro da saúde diz que o exército ainda vai ajudar com as barracas de campanha. A fisionomia deste pais é arrastada pelos bueiros de águas paradas, e a pior das excrescências é a covarde demora de seus maiores representantes. Os casos de dengue hemorrágica se agravam e o "prefeito maluquinho" diz que não deu entrevistas e sua posição diante da pequena crise pois estava diariamente com as equipes de combate a dengue e, portanto, não teve tempo, além do mais, usa mangas compridas. Continua dizendo que a tal crise do mosquito é de ordem cultural. Os poderes federal, estadual e municipal ainda discutem sobre quem deverá assumir a propriedade sobre o bichinho, o mosquito. E mais uma vez todos que podem falar às massas culpam o povo pela epidemia em função de sua ignorância e desleixo. Então eu me pergunto: -De onde virá tanta ignorância, de qual antro sairá montada em seu mosquito puro sangue?
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(28 de março de 2008)
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Por agora, com amena investigação estima-se que já sejam 26.668 contaminados. As informações da mídia se confrontam desorientadas. O prefeito empurra p/ o ministro da saúde, Temporão, a culpa pela epidemia, e insiste em dizer que esta que está por aí fazendo vítimas ainda não existe completamente. A epidemia está sendo monitorada e outros casos já aparecem em Goiânia e Ceará; em São Paulo começa a haver alguma preocupação. Por tremenda ironia, Niterói "A cidade sorriso", bem ali ao lado, com seu tráfego diário de ida e volta para o Rio, realmente sorri e com razão, pois os índices de contaminação são baixíssimos! Porque será? Todos sabemos.
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(30 de março de 2008)
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O maluco e também prefeito do Rio diz que orou ao Nosso Senhor do Bonfim para que o mosquito da dengue voe em direção ao mar. Ele disse isso. A dengue que mata ataca com ferocidade, principalmente crianças e adolescentes da periferia. Bairros-cidade como Jacarepaguá e cidades da baixada fluminense, como Duque de Caxias e Belford Roxo anunciam suas perdas. Seus habitantes doentes vêm, coitadinhos, tentar a sorte nos hospitais-açougue do Rio.
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(1º de abril)
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É a pura verdade. As tendas da Marinha, Exército e Aeronáutica são fincadas na cidade, seu atendimento é de primeiro mundo, com instalações confortáveis, planos de combate à doença e GENTILESA.
O povo que por sorte para lá foi, está estarrecido com o atendimento, não está habituado a isto, e de alguma maneira sente que depois que a praga passar, continuará alijado de qualquer benefício ou direito essencial que tenha, para o resto de sua vida.
Seguem-se mais reuniões, mais entrevistas na tv. Num futuro não muito distante tudo isto será comentado como "águas passadas", mas estas águas paradas da política corrupta e malfazeja continuarão a existir nas famílias que perderam seus melhores dias de alegria.

Dia 5 de abril, jogo esta garrafa ao mar e espero não estar sozinho.

Reinaldo Simões.

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(Foto: Isabela C. Simões)




NOTÍCIAS DO HIGA


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NOTÍCIAS NOVAS!

15 DE ABRIL de 2008 -

MANCHETE

ATO DE APOIO AO VALE DO RIBEIRA.

"NÃO QUEREMOS QUE A CONSTRUÇÃO DA HIDRELÉTRICA DE TIJUCO ALTO DESTRUA A BIODIVERSIDADE E CULTURA REGIONAL DO VALE DO RIBEIRA!!!

FAREMOS UM ATO DE APOIO NESTA QUINTA FEIRA, 17 DE ABRIL às 15:00h EM FRENTE AO IBAMA.COMPAREÇA NESTA LUTA... UMA LUTA DE TODOS!!!"

LEIA A SEGUIR

Encaminhando um interessante e-mail sobre mídia audio visual.

Infelizmente é muito "fechado" (pra não usar outra palavra), pois apenas os estudantes e formados em Publicidade, Jornalismo, Rádio e TV e Cinema é quepodem se inscrever...Mas, pra quem estiver nestes cursos é uma boa pra aproveitar e fazer destamostra algo realmente consciente, da teoria à práxis.

Um forte abraço!Thiago

ATO DE APOIO AO VALE DO RIBEIRA


NÃO QUEREMOS QUE A CONSTRUÇÃO DA HIDRELÉTRICA DE TIJUCO ALTO DESTRUA A BIODIVERSIDADE E CULTURA REGIONAL DO VALE DO RIBEIRA!!!FAREMOS UM ATO DE APOIO NESTA QUINTA FEIRA, 17 DE ABRIL às 15:00h EM FRENTE AO IBAMA.COMPAREÇA NESTA LUTA... UMA LUTA DE TODOS!!!ENDEREÇO: ALAMEDA TIETÊ Nº 637 - Jardim Cerqueira Cesar,próximo á Rebouças com a Paulista.Ajudem a divulgar!!!!!!
between 0000-00-00 and 9999-99-99

De: "Frente de Apoio ao Vale do Ribeira em São Paulo" <
apoioribeira@gmail.com>Data: Tue, 15 Apr 2008 00:28:16

-Carta Aberta aos Pesquisadores em Apoio ao Vale do Ribeira-

CARTA DE APRESENTAÇÃO

11 de Abril de 2008
Caros pesquisadores, cientistas e técnicos,
A Frente de Apoio ao Vale do Ribeira em São Paulo foi criada no dia 14 de março de 2008 para fortalecer o movimento em defesa do rio Ribeira de Iguape e para mostrar ao estado de São Paulo e ao Brasil que a manutenção deste, que é o último rio de médio e grande porte do estado de São Paulo que não apresenta barragem de Usina Hidrelétrica, é a melhor alternativa para o desenvolvimento social e para o equilíbrio ambiental da região. Esta articulação na capital paulista e em outras cidades se deveu em grande parte à repercussão que teve a manifestação do dia 12 de março, onde cerca de 400 pessoas ocuparam de forma pacífica o saguão da Superintendência do IBAMA, na cidade de São Paulo. Entre os presentes, estavam as comunidades quilombolas e caiçaras do Vale do Ribeira, além de diversos apoiadores e simpatizantes, que se somaram ao movimento.

Após 20 anos de resistência contra a construção desta barragem, os movimentos sociais e ambientais do Vale do Ribeira conseguiram furar o bloqueio que havia na grande mídia para esta questão, visto que o empreendimento citado é de iniciativa privada e interesse exclusivo da Companhia Brasileira de Alumínio, braço empresarial do Grupo Votorantim, cujo dono é o empresário Antônio Ermírio de Moraes, considerado segundo critérios financeiros, o homem mais rico do Brasil. Sua fácil circulação pelos grande conglomerados de mídia, aliado aos diversos anúncios da Votorantim em veículos como Veja, IstoÉ, Época, Folha de São Paulo, Globo e Estado de São Paulo, tem dificultado a divulgação mais ampla desta luta. Entretanto, a revista semanal Carta Capital publicou nas últimas semanas uma reportagem especial sobre o Vale do Ribeira e a Barragem de Tijuco Alto, apresentando a questão de forma honesta e ponderada. Esta e outras reportagens (baseadas no Estudo de Impacto Ambiental) esclarecem que não existe nenhum interesse público na construção desta barragem, já que ela enviaria energia unicamente para o complexo metalúrgico da empresa, na cidade de Alumínio, região de Sorocaba.

O Rio Ribeira de Iguape nasce no Estado do Paraná (município de Cerro Azul) e desemboca no estado de São Paulo (município de Iguape), sendo portanto, um rio federal. Ele passa por um singular trecho de Mata Atlântica, se avizinha de cavernas de importância turística, e nutre tanto os peixes do rio como as pessoas que dele dependem. Desta forma, qualquer alteração na vida deste rio, alterará a vida das pessoas, sem nenhum benefício público. Mesmo assim, o IBAMA (órgão licenciador) divulgou um parecer técnico favorável ao empreendimento, o que indignou os moradores do Vale representados pelos seus movimentos sociais. Esta posição dos técnicos do IBAMA foi um dos motivos da manifestação de 12 de março. Este protesto forçou um acordo entre estes movimentos e a presidência do IBAMA, que garantiu não emitir a Licença Previa até que sejam respondidos todos os questionamentos feitos pela população do Vale do Ribeira. Esta população vê no Ribeira muito mais do que um simples rio ou uma fonte inesgotável de recursos, mas sim equilíbrio ambiental e identidade cultural para a região. Além disto, suas populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas e caiçaras têm outras visões e práticas de desenvolvimento, que não aquele a qualquer custo, mas aquele em direção a sustentabilidade ecológica.

Diante disto, solicitamos encarecidamente que leia a (a) Carta Aberta aos Pesquisadores e responda a curta (b) Entrevista on line, que estão anexados a esta Carta de Apresentação. Além disso, é disponibilizada uma (c) coletânea de links da internet, que podem ajudar o leitor a aprofundar a questão e se posicionar melhor acerca dela. Na Carta Aberta, um texto-base de apenas sete páginas, os diversos problemas e situações que motivam a resistência da população do Vale - e agora esta Frente de Apoio - são discorridos e detalhados de forma que os pesquisadores que ainda não conhecem a questão possam se posicionar a curto prazo, mas também se aprofundar de forma que seja possível emitir um parecer técnico-científico sobre a tentativa de construção desta Usina Hidrelétrica, a médio e longo prazo.

Agradecemos a sua atenção e pedimos que divulguem esta mobilização,
Atenciosamente,
FRENTE DE APOIO AO VALE DO RIBEIRA EM SÃO PAULO
Responder para
apoioribeira@gmail.com ou para apoioribeira@yahoo.com.br

Estudantes e recém-formados podem enviar curtas até 1º de maio.

Publicado em 03/04/2008 - 20:39, UniversiaQual é a mensagem que você quer passar para o mundo?

O Instituto Vera e o International Latino Cultural Center of Chicago abrem esses espaço aos estudantes e recém-formados em Publicidade, Jornalismo, Rádio e TV e Cinema, por meio da I Mostra Internacional de Filmes Sociais. Interessados de todo o mundo devem enviar curtas de temática social ou ambiental até 1º de maio.Podem participar da mostra vídeos, produzidos ou não no ambiente acadêmico, com duração de 30 segundos a 15 minutos. São aceitos filmes de qualquer linguagem ou gênero. Há restrição, no entanto, no conteúdo do material. O curta deverá conter dicas de prevenção, problemáticas sociais e culturais, cultura de paz, direitos humanos, denúncias, consciência de cadeias produtivas ecologicamente corretas, aquecimento global, tratamento igualitário com pessoas com deficiência ou de desenvolvimento sustentável.Os produtores interessados devem enviar duas cópias do vídeo em 35mm, Beta-SP, DVD ou NTSC. É preciso, ainda, apresentar uma ficha técnica com o nome, número do documento de identidade, endereço, telefone e e-mail dos responsáveis pelos filmes, além do nome da universidade, do curso e data de formação. E mais, os diretores devem emitir uma autorização para a exibição dos filmes nos festivais de cada país.As documentações podem ser entregues, pessoalmente, nas lojas da Chilli Beans (Clique aqui e confira os endereços) ou enviadas pelo correio, no seguinte endereço:Instituto VERAA/C Sra. Sabrina Campos - Presidente Instituto VERARua Cristiano Viana, 1138
Cerqueira Cesar - São Paulo - SPCEP 05411-000Segundo a presidente do Instituto Vera, Sabrina Campos, a mostra não tem caráter competitivo. "Os estudantes e recém-formados terão a oportunidade de divulgar o seu trabalho para o mundo, sem custo algum", aponta.Entre junho de 2008 e junho de 2009, os vídeos selecionados pela comissão julgadora, composta por profissionais da área, serão exibidos em cinco países. "Não há um número pré-determinado de aprovados. Isso vai depender do tempo das exposições e, consequentemente, da duração dos melhores vídeos", descreve Sabrina.Em junho de 2008 a Mostra estará em São Paulo. Em novembro, será a vez de Portugal. Em seguida, a exposição segue para Espanha (janeiro de 2009) e para Chicago, nos EUA (abril de 2009). A mostra itinerante se encerra na Itália, em junho de 2009. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 5 de maio, no site do Instituto VERA. Fique atento!Mais informações podem ser obtidas pelo site
www.institutovera.org, pelo telefone (11) 3711-3396 ou pelo e-mail sabrinacampos@institutovera.org.

Recortes e dicas super interessantes de

Thiago Higa.



ACONTECEU.

Dia da Cultura ativista.

Dia de Cultura Ativista. Para a socialização do conhecimento ativista: Oficinas, videos, troca de idéias...
Foi dia 29 de março, sábadão :: a partir das 13h
por uma nova cultura

Onde o desenvolvimento humano e social ocupe o valor central. .... que crie alternativas concretas de superação da cultura individualista e predatória do capitalismo neoliberal. E como somos nós que construímos a cultura e a história é possível, urgente, necessário e muito integrador começar a reconstruí-las! Organização: Redes Humanistas - Rema - Rede de Mídia Ativista, RHUA - Revolução Humanista pela Arte e o Revolusom - Rede de música e ativismo. São redes formadas por pessoas e organizações para fortalecer e gerar iniciativas de mídias, arte e música que promovam e difundam tudo que inspire o protagonismo e a organização de pessoas comuns através da não-violência.Local: Rua Serra de Bragança, 338 (metrô Tatuapé, próx. à praça Silvio Romero)
Entrada: Totalmente gratuita

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Ainda integralistas.

Esses filhos-da-puta não se cansam mesmo!Este texto abaixo é uma divulgação integralista de um Ato no Rio de Janeiropara celebrar o dia do Golpe militar de '64.Não é a toa q houve a batalha na Sé...

Olha só o q eu achei no Orkut...

Marcha em 30 de Março de 2008.
Companheiros.É com grande satisfação que, por determinação do Companheiro Robson P. Ferreira, Presidente dos Núcleos Integralistas do Estado do Rio de Janeiro, venho comunicar que os Integralistas participarão da Marcha “Relembrando o Dia da Liberdade: 31 de Março de 1964”.O Ato reunirá todos os Brasileiros preocupados com o Brasil e que se recusam a ficar em casa de braços cruzados: Está na hora de mudarmos os rumos da nossa História.Data: 30 de Março de 2008 – Domingo.Início: 16 horas.Ponto de encontro: Rua Siqueira Campos esquina com Av. Atlântica - Copacabana – Rio de Janeiro – RJA favor das Instituições Públicas, a favor do Povo Brasileiro e contra a farsa do socialismo vermelho!
Salários justos para nossos Militares! Mais segurança e decência para a nossa Nação! O BRASIL É VERDE E NÃO VERMELHO! Integralistas! Compareçam e convidem outros Patriotas.Pelo Bem do Brasil! Anauê! Sérgio de Vasconcellos.

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Morre Sérgio de Souza, fundador da 'Caros Amigos'

(Redação Terra)

Sérgio de Souza, 73 anos, editor e um dos fundadores da revista Caros Amigos morreu hoje, por volta das 6h, em São Paulo. Ele estava internado no hospital Oswaldo Cruz, na capital paulista.
Segundo a assessoria da revista Caros Amigos, Sérgio de Souza morreu após complicações pulmonares. Sérgio de Souza, conhecido como Serjão, havia sido operado dia 10 de março de 2008 em razão de uma perfuração no duodeno. Ele será velado e cremado no cemitério da Vila Alpina. A cerimônia começa a partir das 12h.
Souza deixa viúva a jornalista Lana Nowikow, com quem teve três de seus sete filhos. Nascido em 1934 no Bom Retiro, bairro tradicional no centro da capital paulista, Serjão era autodidata e não chegou ao curso superior.
Bancário, viu uma notícia na Folha de S. Paulo no fim da década de 1950, que dizia "você quer ser jornalista?". Ele fez um teste e, aprovado, entrou para a reportagem do jornal. Quatro anos depois, a convite de Paulo Patarra, transferiu-se para a Quatro Rodas, da Editora Abril. Lá, em 1966, fez parte da equipe que fundou e lançou a Realidade.
Há onze anos, em abril de 1997, Sérgio lançou, com amigos e associados, a revista Caros Amigos, que dirigia até duas semanas atrás.

Foi-se Sérgio de Souza, o nosso Serjão.
(Mylton Severiano, editor-executivo de Caros Amigos)

Morreu em São Paulo aos 73 anos o jornalista Sérgio de Souza, o Serjão. Operado dia 10 de março de 2008 em razão de uma perfuração no duodeno, morreu em decorrência de complicações na madrugada de hoje, terça-feira, 25 de março, no Hospital Osvaldo Cruz.
Sérgio deixa viúva a jornalista Lana Nowikow, com quem teve três de seus sete filhos.
Nascido em 1934 no Bom Retiro, bairro tradicional no centro da capital paulista, Serjão era um autodidata. Não chegou ao curso “superior”, mas fez-se na rua e nas redações “doutor” em jornalismo. Bancário, recém-casado, viu uma notícia na Folha de S. Paulo no fim da década de 1950, do tipo “você quer ser jornalista?”, e para lá se dirigiu. Fez um teste e, aprovado, entrou para a reportagem do jornal da Barão de Limeira, onde nos conhecemos.
Quatro anos depois, a convite de Paulo Patarra, transferiu-se para Quatro Rodas, da Editora Abril. Ali, em 1966, faria parte da equipe que fundou e lançou REALIDADE, cujo forte era a reportagem, revista “cult” daquela editora e maior sucesso jornalístico do gênero neste país.
Avesso a entrevistas, até tímido diante de uma câmera, microfone ou mesmo um colega de caneta e papel na mão, Serjão não deixou muitas pistas sobre sua vida particular, onde estudou, que preferências tinha em matéria de literatura, cinema, e outras trivialidades que costumam compor um necrológio. Certo é que Sérgio de Souza é o último monstro sagrado vivo que se vai de uma geração que fez, além de REALIDADE: a revista quinzenal de contracultura O Bondinho; o jornal mensal de política, reportagem e histórias em quadrinhos Ex-; o programa de televisão 90 Minutos na Bandeirantes – entre dúzias de trabalhos.
Há onze anos, em abril de 1997, Sérgio lançou, com amigos e associados, a revista Caros Amigos, que vinha dirigindo até duas semanas atrás.
A importância de Serjão para o jornalismo pátrio é discreto como sua figura e incomensurável como seu tamanho – pois se dá justo naquele trabalho quase anônimo do editor, do editor de texto, da palavra seca, cortante, exata, da melhor linha humano-política na orientação ao repórter, ao subeditor, ao chefe de arte, ao departamento comercial, advinda de um caráter íntegro e de um senso jornalístico próprio dos gênios.
Dedicou 50 anos à profissão, na qual não fez fortuna, ao contrário: deixa dívidas. Aliás, uma de suas últimas criações foi o “Anticurso Caros Amigos – Como não enriquecer na profissão”.
Aos que o sucedem em Caros Amigos, fica a desmedida tarefa de homenagear sua memória fazendo das vísceras coragem e coração para tocar o barco em frente.

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Entrevista.

Produtor de documentário antiGlobo diz que TV pública vem tarde demais.
(DIÓGENES MUNIZ Editor de Informática da Folha Online.)

O professor britânico John Ellis, 55, do departamento de mídia e artes da Universidade de Londres, diz nunca ter dado uma "entrevista profunda" sobre o documentário "Muito Além do Cidadão Kane". Simon Hartog, diretor do filme, morreu em 1992, antes mesmo de a obra ser exibida no Reino Unido. Ellis tornou-se assim uma testemunha rara dos bastidores de um dos mais polêmicos filmes sobre a mídia e a política brasileiras.
Transmitido pela primeira vez em 1993, no canal britânico Channel 4, o filme usa o empresário Roberto Marinho (1904-2003) como metonímia da concentração da mídia no Brasil --daí a referência a Charles Foster Kane, personagem criado por Orson Welles em "Cidadão Kane" (1941)
Documentário "Muito Além do Cidadão Kane", produzido por John Ellis na década de 90, ganhou até capa improvisada na internet
Políticos como Leonel Brizola (1922-2004), Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) e Luiz Inácio Lula da Silva --apresentado como líder sindical-- falam sobre a emissora no filme. Ao comentar o governo Lula em entrevista à
Folha publicada no caderno Mais! deste domingo, Ellis critica a criação de uma TV pública no Brasil. "Talvez seja tarde demais", pondera, por e-mail, de Londres.
Completando 15 anos, "Muito Além do Cidadão Kane" nunca foi transmitido pela TV brasileira --nem poderia, por questões de direitos de imagem. Virou, apesar disso, ou talvez por isso, um ícone na luta pela democratização do acesso à informação desde os anos 90, quando já circulava em VHS nos sebos e nas universidades.
O documentário, que custou cerca de US$ 260 mil [R$ 445 mil] à extinta produtora independente Large Door, na qual Hartog e Ellis eram sócios, já foi visto cerca de 800 mil vezes na internet. Nos fóruns da rede, é elogiado, criticado e ganha a alcunha de "a história proibida da Rede Globo".

Folha - O que acha de o governo Lula tentar erguer uma TV pública?
John Ellis - Talvez seja tarde demais para a criação de uma TV pública. O que ela mostraria na maior parte do tempo? Há, claro, sempre espaço para uma melhora da informação pública na TV, tanto em notícias, em programas factuais, quanto nos assuntos presentes nas novelas, e como eles são abordados. A experiência no Reino Unido mostra que a TV pública deve ser separada do governo. Esse modelo de TV pública é possível no Brasil?
Nenhum governo que eu conheço iria querer criar agora uma empresa de telecomunicações se não pudesse controlá-la diretamente. Especialmente agora, quando há muitas TVs espalhadas pelo mundo. O serviço público de TV na Europa foi iniciado em uma época em que a TV era uma novidade.
Mesmo que a BBC seja separada do poder, quando a emissora foi realmente contra o governo em questões políticas específicas, o governo conseguiu reagir de maneira bem-sucedida contra essa oposição.
O sucesso da TV pública independente no Reino Unido não foi propriamente na área da política. Entretanto foi bem-sucedida na educação pública, sobre temas locais importantes, na participação social, na proteção do consumidor e até em melhorar o padrão geral dos programas no país.
Folha - O sr. acha que o documentário "Muito Além do Cidadão Kane" ainda é atual?
Ellis - Ele descreve uma situação que evoluiu, mas não sei bem qual é a profundidade dessas mudanças. O filme é bem-sucedido também, com a ajuda de muitos arquivos que permitem fazer essa oposição, em contar a história do crescimento da dominação da Globo na mídia brasileira.
Essa é uma história importante e deveria ser conhecida pelo menos por todos que estão estudando a mídia nas universidades e qualquer pessoa que estiver interessada na história política do Brasil.
Folha - Há quem diga que o Channel 4 encomendou seu documentário para atacar a Globo, que ameaçava entrar no mercado europeu de TV. Isso é verdade?
Ellis - Definitivamente não. O objetivo do programa era justamente entender a TV no Brasil. No passado, o Channel 4 exibiu pelo menos uma novela da Globo ("Escrava Isaura"), mas a produção não foi um grande sucesso. Há uma enorme diferença entre a cultura das TVs do norte e do sul da Europa.
A Globo teria mais chances em mercados como Espanha, Itália, Grécia ou, especialmente, Portugal, mas não no Reino Unido. A competição no Reino Unido vem das empresas norte-americanas e das empresas de Rupert Murdoch (News International, BSkyB e o conglomerado da Fox).
Folha - O filme foi proibido?
Ellis - Isso não é verdade. A Large Door concedeu o direito de exibir o programa em eventos e em público a diversas organizações no Brasil. Não poderia ser transmitido pela televisão porque muitas imagens pertencem à TV Globo.
Fiquei sabendo que o vídeo foi mostrado em muitos eventos públicos no Brasil. Ele foi feito por meio da lei britânica de direitos autorais, que permite o uso de trabalhos escritos e, por extensão, audiovisuais, desde que "com o propósito de fazer comentários e revisões críticas" [sobre aquela obra].
O documentário foi finalizado por Simon em março de 1992. Ele entrou em coma no início de junho daquele ano e morreu em 17 de agosto sem ter recobrado a consciência. Eu supervisionei a revisão do programa e a inclusão de uma entrevista para atualizar o filme, que foi ao ar em maio de 1993.
No Brasil, talvez você possa considerar que o filme é proibido, já que a recusa da Globo em ceder os direitos de exibição de suas imagens significa que ele não pode ser transmitido por canais brasileiros.
Arquivo Pessoal
Folha - O documentário é apontado por alguns como um produto manipulador, que usa uma falsa linearidade para induzir o público a acatar sua posição.
Ellis - Toda representação "manipula" o público. O filme tem uma narração linear exatamente porque quer mostrar o crescimento do poder da mídia durante um período difícil da história moderna do Brasil. Ele foi feito para uma audiência no Reino Unido que não sabia nada sobre a história do Brasil, não se esqueça! Deveria haver outras narrativas sobre essa história também.
Folha - Nos últimos anos, o Brasil viu se intensificar uma guerra entre a Record e a Globo. O sr. tem acompanhado?
Ellis - Não tenho acompanhado de perto esse essa história. Mas sei que duas empresas estavam interessadas em comprar os direitos de "Muito Além do Cidadão Kane" no Brasil quando ele foi mostrado pela primeira vez no Reino Unido. Uma era a própria Globo.
Eles perderam o interesse quando disse a eles que poderiam comprar os direitos de TV, mas não as licenças para exibição em público e a distribuição de VHS, já que esses direitos já haviam sido concedidos a outras organizações no Brasil.
A outra empresa era a TV Record. A igreja [Universal do Reino de Deus] já tinha uma filial em Londres naquela época. Mas percebeu que haveria uma disputa judicial com a TV Globo a respeito das muitas imagens retiradas da programação deles. Então decidiu não comprá-lo.

Interesante carta da CEBRASPO.
Paz, pão e terra!!!

Um abraço!


"Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales ni con el crimen
ni con la fuerza. La historia es nuestra y la hacen los pueblos."
Salvador Allende, 11 de Septiembre

Solidariedade é direito !!!

04/04/08, CEBRASPO Centro Brasileiro Solidariedade

Prezados/as,


A Carta Aberta abaixo, foi aprovada entre as entidades presentes ao ato, e a aderiram um conjunto de professores e centros acadêmicos, além de outras entidades que mesmo não estando presentes ao Ato, já manifestaram que assinam o texto abaixo.

Antes de enviar ESTA CARTA À IMPRENSA E À AMPLA DIVULGAÇÃO, encaminhamos a vocês para que, somem nesta Luta para denunciar as calúnias e perseguições por que passam os camponeses de Rondônia.

Caso queiram aderir à assinatura da Carta, responder a este e-mail informando nome completo (ou da organização a que pertença), para que até segunda-feira possamos dar ampla divulgação.

Atenciosamente


CEBRASPO.


Carta Aberta
Ao povo de Rondônia
Aos camponeses, trabalhadores, intelectuais, democratas e honestos de todo o Brasil.

No dia 26 de março de 2008, foram às bancas a Edição 2003, ano 31 da revista Isto É. A capa estampava a notícia de que "O Brasil tem Guerrilha", acusando a Liga dos Camponeses Pobres de ser um "suposto braço armado das FARC" em nosso país. Mais do que um sensacionalismo barato, Isto É passa a criminalizar a justa luta pela terra, na tentativa de descaracterizar uma legítima organização camponesa de Rondônia, acreditando que com a desinformação da opinião pública poderia insuflar uma ação repressiva do Estado.
A publicação difamatória da revista Isto É, foi amplamente reproduzida por setores da imprensa do Estado de Rondônia, como uma única orquestração de ódio contra os camponeses pobres, agora apresentados como guerrilheiros, bandoleiros, bandidos e terroristas, que apresenta um traço fascista dessas "matérias jornalísticas", sob a máxima nazista difundida por Goebbels, de que uma mentira contada várias vezes se torna uma verdade.
O ódio de classe é estampado em frases do tipo: "trupe maltrapilha, encapuzada e arredia" e na própria vinculação de ativistas da Liga dos Camponeses Pobres com a morte de camponeses na região. A prova mais cabal da tentativa de criminalizar os camponeses é que a revista Isto É tentar associar os camponeses Wenderson Francisco dos Santos, o Ruço e Caco, de terem envolvimento na morte de um camponês na região de Jacinópolis. Ruço e Caco, foram injustamente acusados, há anos atrás, pela morte de um pistoleiro do latifundiário e grileiro Galo Velho, que é um dos maiores do ramo da "grilagem" no país, reconhecido no Livro Negro da Grilagem de Terras do Governo Federal.
Há um ano atrás, o povo de Jarú, julgou que Ruço era inocente de todas as acusações absurdas do latifúndio, coroando uma campanha nacional e internacional que denunciava a sua prisão sob tortura e as infrutíferas tentativas de matá-lo na prisão, onde permaneceu por mais de 4 anos. O povo soberanamente decidiu, mas o latifúndio continua a insistir em criminalizá-lo por ele ser "membro da Liga dos Camponeses Pobres". Caco, após permanecer por três meses preso, foi absurdamente condenado, junto com o Dr. Ermógenes Jacinto, advogado, pela LEI DE IMPRENSA! No Entanto a mesma Lei de Imprensa não puniu o jornal folha de Rondônia que após o julgamento que inocentou os camponeses em 4 de abril de 2007 anunciava: "matadores da LCP são absolvidos".
A matéria de Isto É tem uma qualidade tão grosseira em suas mentiras e intentos difamatórios que chega a acusar, sem qualquer tipo de prova, ativistas da Liga de Camponeses Pobres por diversos crimes. Isso, além de fazer acusações gratuitas, também sem qualquer comprovação, sobre supostos treinamentos feitos pelas FARC na região. Percebendo que as organizações democráticas e de direitos humanos preparavam uma resposta à esses ataques, Isto É mais uma vez ataca a Liga de Camponeses Pobres e passa a caracterizar como "guerrilheiros" o MEPR – Movimento Estudantil Popular Revolucionário e ILPS - Liga Internacional de Luta dos Povos, na qual o CEBRASPO é filiado e o representa enquanto Seção Brasil.
O que se quer justificar é que se existisse guerrilha, justificaria-se ação armada de pistoleiros a mando do latifúndio na região de Jacinópolis, que a cada mês faz inúmeras vítimas. Mas o latifúndio quer mais! Com um discurso de "medo" e por se sentirem "aterrorizados", diversos latifundiários e seus representantes no parlamento passaram a exigir a ação do Exército para "acabar com os guerrilheiros". Em outras palavras, segundo o latifúndio, é preciso acabar com todos os camponeses que se lançam na luta pela terra, que buscam o sustento dos seus filhos e que em muitos casos já vieram de outras regiões onde foram expulsos pelo latifúndio.
Já basta! Os inocentes não podem ser acusados de bandidos. Os conflitos agrários só existem pela velha estrutura agrária concentrada nas mãos de poucos enquanto a maioria dos pobres do campo passa fome.
Tomamos a liberdade de nos dirigir aos rondonienses, com humildade, mas reconhecendo que nossas assinaturas nesta carta representam significativa parcela dos democratas brasileiros, no sentido de manifestar apoio e esperança aos camponeses que lutam pela terra ao mesmo tempo em que repudiamos toda a forma de tratar o problema agrário brasileiro como caso de polícia.
As organizações classistas e personalidades presentes neste Ato Público, na Universidade Federal de Rondônia conclamam ao povo de Rondônia e toda a sociedade brasileira a se colocar em luta contra esta tentativa de criminalizar o Movimento Camponês, pois junto com estes está em jogo a criminalização de toda e qualquer organização social que se levante contra as injustiças e desigualdades existentes em nosso país. O povo quer terra! Não repressão!
Porto Velho, 04 abril de 2008.
CEBRASPO / Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos
ILPS / Liga Internacional de Luta dos Povos

SINDSPREV/RO – Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social de Rondônia

SINTUNIR – Sindicato dos Técnicos da Universidade Federal de Rondônia

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Espigão D'Oeste/RO

NAP – Núcleo dos Advogados do Povo

Comitê Popular de Lutas – Porto Velho/RO

Comitê em Defesa da Revolução Agrária – Porto Velho/RO

Prof. Ms. Nelbi Alves da Cruz – Coordenador do PRONERA – Universidade Federal de Rondônia

Prof. Dr. Nilson Santos – Diretor do Núcleo de Educação – Universidade Federal de Rondônia

Prof. Dr. Ari Miguel Teixeira Ott – Depto de Filosofia e Sociologia - Universidade Federal de Rondônia

Profª Ms. Marilsa Miranda de Souza – Campus de Rolim de Moura – Universidade Federal de Rondônia

Prof. Luis Luíz Fernando Novoa Garzón – Fórum Independente Popular do Madeira

Diretório Central dos Estudantes – Universidade Federal de Rondônia – DCE/UNIR

Movimento Estudantil Popular Revolucionário - MEPR

Centro Acadêmico de Ciências Sociais – Universidade Federal de Rondônia

Centro Acadêmico de Pedagogia – Universidade Federal de Rondônia

Centro Acadêmico de Psicologia – Universidade Federal de Rondônia

Centro Acadêmico de Informática – Universidade Federal de Rondônia

Centro Acadêmico de Biologia – Universidade Federal de Rondônia

Centro Acadêmico de Geografia – Universidade Federal de Rondônia

Centro Acadêmico de Medicina – Universidade Federal de Rondônia

Centro Acadêmico de Química – Universidade Federal de Rondônia

Movimento Feminino Popular – MFP


Considerando o conteúdo dos fatos acima, os signatários vêm manifestar sua solidariedade ao movimento camponês e repudiar as matérias caluniosas da revista Isto É e outros seguimentos da imprensa rondoniense.

Caros comapnheiros lutadores
em anexo uma pequena nota de solidariedade
até em razão de não poder se fazer presente aos atos de solidariedade.
grande abraço
e até a Vitória!

Caro Padre Afonso, Conforme o Cebraspo e outras entidades democráticas vêm denunciando, a Revista IstoÉ, publicada no dia 26/03/2008, comete mais um ataque contra a justa luta do povo atacando com acusações falsas e levianas a Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia (LCP). A matéria sob o título "O Brasil têm guerrilha" acusa a Liga de ser uma "organização guerrilheira", entre outras coisas. A dita reportagem não apresenta nenhuma comprovação para suas criminosas calúnias. Em repúdio e manifestação contra a crescente tentativa dos monopólios de comunicação de criminalizar e desmobilizar a luta do povo em nosso país, o CEBRASPO convida para o Ato Contra a Criminalização e Repressão do Movimento Camponês, a ser realizado no dia 4 de abril (sexta-feira), às 09:30H, no Auditório Paulo Freire - Universidade Federal de Rondônia - Campus José Ribeiro Filho. Veja em anexo o texto completo do convite e mais informações sobre o caso.Saudações,

CEBRASPOCentro Brasileiro de Solidariedade aos Povos. http://www.cebraspo.com.br/